A maioria dos países populosos (+ 40 MM hab.) emergentes observou intenso crescimento da renda unitária nos últimos 10 anos. De acordo com a figura abaixo, com exceção de Bangladesh, Paquistão e Filipinas, bastaria aos emergentes manter taxa de crescimento semelhante ou até mais baixa, para convergir para a metade do PIB per capta atual dos países desenvolvidos (15 mil dólares de 2011), em 2050.
Nesse patamar de renda, pode-se ver na dispersão abaixo que os países hoje desenvolvidos consumiam anualmente algo entre 1,757 e 4,17 toneladas equivalentes de petróleo (TEP) por habitante.
(1960-2010 > Ordenadas: Consumo de energia em KgEP per capta; Abscissa: PIB per capta)
Dessa forma, é plausível que os emergentes completem a convergência de renda até 2050 e, por conseguinte, elevem consideravelmente o consumo mundial de energia.
A partir dessas contatações e da projeção do crescimento populacional, realizada pela ONU no World Urbanization Prospects: The 2011 Revision, estima-se as seguintes curvas de exaustão das reservas atuais de combustíveis fósseis:
(Dados brutos: BP Statistical Review of World Energy June 2012, Elaboração: Digressão Estilo Livre - DEL)
Curva 1: Cenário poneys e unicórnios
- Consumo de energia per capta dos emergentes: menor do espectro histórico para a faixa de renda.
- Eficiência energética: ganho expressivo
- Fontes renováveis: participação cresce significativamente de 13% para 25%, dentro da matriz energética.
Curva 2: Cenário moderado
- Consumo de energia per capta dos emergentes: ponto médio do espectro histórico para a faixa de renda.
- Eficiência energética: ganho moderado.
- Fontes renováveis: participação cresce timidamente de 13% para 20%, dentro da matriz energética.
Curva 2: Cenário de estresse
- Consumo de energia per capta dos emergentes: máximo do espectro histórico para a faixa de renda.
- Eficiência energética: ganho nulo.





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